Atalhos

Chipre, o risco e a diversificação



A recente situação do imposto sobre os depósitos em Chipre vem mais uma vez alertar-nos para o conceito de risco e necessidade de diversificação.

Risco

Relativamente ao risco, o ponto essencial a reter é que qualquer produto financeiro apresenta algum nível de risco, por muito baixo que seja. Dentro dos diversos intervalos e tipos de riscos, os depósitos a prazo apresentam um risco muito baixo, até porque existem diversos mecanismos de garantia dos mesmos. Contudo nada é 100% seguro.

Assim sendo, como melhorar o grau de segurança do nosso património? A resposta é diversificação.

Diversificação

Diversificação é dividir o património por vários produtos financeiros que estão expostos a diferentes riscos, evitando assim que a concretização de um risco se “espalhe” a todo o património. Se imaginarmos o caso do Chipre, os aforradores que tivessem depósitos em Chipre e obrigações alemãs, estariam menos susceptíveis do que os aforradores que se limitaram a ter apenas depósitos a prazo no Chipre.

Abaixo apresentamos algumas ideias de diversificação.

Não colocar os ovos todos no mesmo cesto

O mínimo dos mínimos que se pode exigir ao nível da diversificação é que não tenhamos todo o património investido num só produto. É sempre uma má ideia concentrar todo o nosso dinheiro num só produto, seja ele qual for. Se só tem o dinheiro em depósitos, o mínimo que deve fazer é pelo menos separá-lo em dois ou três bancos. Se só tem dívida pública, não deve concentrar todo o investimento num só país (mesmo que seja a Alemanha), existem outros países com nível de risco semelhante em que pode investir, reduzindo o risco global.

Não colocar os ovos todos no mesmo tipo de cesto

Além de não usarmos um só cesto, devemos garantir que não usamos apenas um tipo de cesto. Isto significa aplicar o património em produtos de natureza diferente, tais como depósitos a prazo, títulos de dívida pública, obrigações em geral ou mesmo acções e investimentos imobiliário, entre outros. O importante é perceber as características de cada um (incluindo os riscos a que estão sujeitos) e definir um cabaz (conjunto) que tenha um nível de risco adequado para o nosso caso.

Outro tipos de diversificação

Aos tipos de diversificação mencionados, juntam-se outros, tais como por geografia ou por moeda, que podem ser adoptados para obter um cabaz com ainda menor risco global. Contudo, a própria complexidade acaba por ser negativa e trazer custos acrescidos, pelo que é essencial balancear esta necessidade de diversificação com a manutenção de um nível de risco razoavelmente baixo, lembrando-nos sempre que risco zero é utopia.

Última actualização: 02/02/2017

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17 comentários a Chipre, o risco e a diversificação

  1. Joao Maio 18, 2013 at 11:57 #

    Nunca mais vi a presença do Pedro Pais – onde anda?

    • Pedro Pais Maio 20, 2013 at 11:04 #

      Estou sempre por aqui 🙂

  2. Jose Tavares Maio 19, 2013 at 22:23 #

    Grandes conselhos, se cada um os seguir será uma maneira de muitas vezes minimizar riscos, que muita gente corre ao não diversificar uma eventual carteira de investimentos.

  3. Maria Maio 21, 2013 at 16:22 #

    Pedro,

    E qual é o risco para quem tem, como é o caso dos meus pais, dinheiro aplicado em PPRs?

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