Atalhos

Cuidado com aquilo em que se mete



Custa a crer, mas mesmo na era da informação em que vivemos, muita gente continua a enveredar em compromissos que acabam por ser desastrosos para as finanças pessoais, por terem consequências “imprevistas” e/ou por se tratarem de esquemas duvidosos, com o principal intuito de subtrair dinheiro aos incautos. Neste artigo vamos abordar alguns destes casos, bem como dar dicas importantes de como se precaver, de forma geral.

Compromissos com consequências “imprevistas”

Neste tipo de situações os envolvidos agem frequentemente de boa-fé, contudo acabam por não considerar devidamente os riscos envolvidos, que infelizmente acabam por se concretizar em certos casos. É o caso de ser fiador de outrem ou gerente de uma empresa na qual não se está efectivamente a exercer tal cargo.

Quem se torna fiador fá-lo na expectativa de dar uma ajuda a um familiar, amigo ou conhecido, o que pode parecer um formalismo mas que tem consequências muito significativas, sendo a mais relevante a de que o fiador passa a ser responsável caso o devedor principal não cumpra com as suas obrigações.

No outro caso, assumir ser gerente de uma empresa de forma leviana pode também trazer dissabores, uma vez que os gerentes assumem certas responsabilidades caso a empresa sob gerência não tenha capacidade para honrar os seus compromissos. Por exemplo no caso das dívidas tributárias, se a empresa não cumprir as suas obrigações e não tiver bens suficientes para fazer face às mencionadas dívidas, os gerentes podem vir a ser responsabilizados.

Esquemas duvidosos

Os esquemas duvidosos, ilegais ou não, consistem tipicamente em “negócios” que prometem retornos incríveis, de forma pouco clara e sem aparente trabalho, exigindo em troca dinheiro, de forma pontual ou recorrente, como é o caso dos esquemas piramidais ou de negócios em que o bem/serviço transaccionado é secundário face à necessidade de angariação de mais contribuidores para o esquema.

Este tipo de esquemas é bastante perigoso, pois numa fase inicial pode existir efectivamente algum retorno, o que incentiva os contribuidores a maiores investimentos, tornado a perda potencial mais significativa. Além do dinheiro perdido, como frequentemente existe um incentivo para angariar mais pessoas para o esquema, o contribuidor tenta convencer família, amigos e colegas a aderir, originando que quando o esquema “rebenta” perca importantes relações pessoais, além da eventualidade de ser chamado a responder civil (indemnizar quem angariou) ou criminalmente.

Dicas para se precaver

  • Regra base: seja céptico.
  1. Nunca tome decisões precipitadas.
  2. Se algo é bom demais para ser verdade, é porque se calhar lhe estão a vender gato por lebre.
  3. Desconfie de oportunidades únicas que o exigem a decidir com muita rapidez.
  4. Lembre-se que todas as instituições financeiras ou de intermediação financeira autorizadas a actuar em Portugal devem estar registadas no Banco de Portugal e/ou CMVM.
  5. Evite colocar-se em situações que o forcem a tomar más decisões.
  6. Nunca assine nada que não compreende na totalidade.
  7. Não confie cegamente em ninguém, pense por si.
  8. Por melhor que seja o cenário, tenha sempre presente qual o risco e/ou encargo que lhe pode ser imputado.
  9. Antes de tomar decisões sobre as quais tem dúvidas, investigue e debata o assunto com pessoas que lhe são próximas.

Última actualização: 26/05/2014

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Um comentário a Cuidado com aquilo em que se mete

  1. Eduardo Fortunato Maio 26, 2014 at 9:51 #

    Bom dia,

    Atenção à transferencia de titulos para o Deutsche Bank colocar lá os investimentos é facil mas para depois tirar tem que pagar 1% sobre o montante muit atenção.

    Por exemplo no valor de 50.000 paga 500€.

    Bons negocios

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