Atalhos

Envelopes em tempo de rigor



Por um ou por outro motivo, existem alturas na nossa vida em que gerir o orçamento familiar face às despesas mensais é um desafio incrível. Existem várias métodos de abordar o problema do “controlo orçamental”, sendo que uma delas é o método dos envelopes.

O método dos envelopes foi referido por um utilizador do fórum (obrigado Ancora) e serviu para sustentar o orçamento de um familiar quando o mesmo viu os seus rendimentos mensais diminuídos em 50%.

As regras

São 3 as regras, muito simples mas que têm de ser seguidas à risca:

  1. Dividir o rendimento mensal por envelopes identificados com o tipo de despesa. Merceria, combustível, renda, telecomunicações e serviços essenciais são algumas das sugestões. Aqui o fulcral é ter em conta as nossas prioridades, o consumo habitual e distinguir o quero do preciso.
  2. Quando o dinheiro acabar num determinado envelope, não vale mexer em nada. Simplesmente é o resultado de um mau planeamento e temos de o sentir na pele, para que no próximo mês as coisas corram melhor.
  3. Na última semana de cada mês, tem alguma liberdade: pode transferir o dinheiro de uns envelopes para os outros.

Simples, não? Os envelopes são quase uma figura metafórica, com o objectivo de ser “doloroso” ver o dinheiro a desaparecer de cada um deles, dia-a-dia. Claro que se pode usar um bloco de notas, o Excel ou outra coisa qualquer, mas o impacto do dinheiro estar a desaparecer (literalmente) é de facto forte.

A vantagem deste método é que é realmente simples e resulta, pois obriga-o a planear cuidadosamente as suas despesas e, sendo “visual”, tem resultados práticos imediatos.

Última actualização: 24/11/2014

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15 comentários a Envelopes em tempo de rigor

  1. Fausto Janeiro 21, 2008 at 16:32 #

    Gostava só de deixar aqui a dica que existe um software on-line de gestão financeira pessoal que utiliza a metáfora dos envelopes para fazer essa gestão:

    http://www.mvelopes.com

  2. Pedro Pais Janeiro 22, 2008 at 0:29 #

    @Fausto,

    Já utilizaste, em termos pessoais?

    Dá-me a impressão que é capaz de ser um bom produto, mas muito orientado aos USA/Canada.

  3. Fausto Fonseca Janeiro 22, 2008 at 9:01 #

    Sim. Usei o trial. Mas uma das vantagens que tem é os pagamentos automáticos, e isso realmente só nos USA/Canada/Australia.

    Mas não deixa de ser um conceito extremamente interessante. Porque neste teu post tens a frase: “Claro que se pode usar um bloco de notas, o Excel ou outra coisa qualquer, mas o impacto do dinheiro estar a desaparecer (literalmente) é de facto forte”. Neste caso temos o “casamento” das duas técnicas. O conceito dos envelopes mas em suporte técnologico. É como o melhor de dois mundos:) Claro que em qualquer dos casos a pessoa tem mesmo de ser bastante regrada.

  4. Alex Janeiro 27, 2008 at 1:12 #

    Escrevo aqui as “As cinco leis de ouro”.

    Essas leis foram transmitidas por Arkad, o homem mais rico da Babilônia, para seu filho Nomasir.
    Estas leis estão descritas no livro “o homem mais rico da Babilônia”.

    Alguma semelhança com os tempos actuais??

    1. O ouro vem de bom grado e numa quantidade crescente para todo homem que separa não menos de um décimo de seus ganhos, a fim de criar um fundo para seu futuro e o de sua família;

    2. O ouro trabalha diligente e satisfatoriamente para o homem prudente que, possuindo-o, encontra para ele (para o ouro) um emprego lucrativo, multiplicando-o como os flocos de algodão no campo;

    3. O ouro busca a proteção do proprietário cauteloso que o investe de acordo com os conselhos de homens mais experimentados em seu manuseio;

    4. O ouro foge do homem que o emprega em negócios ou propósitos com que não está familiarizado ou que não contam com a aprovação daqueles que sabem poupá-lo;

    5. O ouro escapa ao homem que o força a ganhos impossíveis ou que dá ouvidos aos conselhos enganosos de trapaceiros e fraudadores ou que confia em sua própria inexperiência e desejos românticos na hora de investi-lo.

  5. Pedro Pais Janeiro 27, 2008 at 20:29 #

    @Alex,

    O ouro (e a parábola) é um excelente paralelo com o dinheiro e com a nossa vida financeira actual.

    Os sábios conselhos que transcreves são muito interessantes e gosto particularmente da forma “romântica” como estão escritos.

    Obrigado pelo teu contributo.

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