Atalhos

Férias “no-cost”



Estamos quase a meio de Julho e muita gente está de férias ou em vias de as começar. Este ano em especial tem-se ouvido muita gente dizer que vai passar férias em casa, por falta de dinheiro. Pois bem, aqui ficam algumas sugestões de atividades a fazer durante as férias que implicam o gasto de pouco ou nenhum dinheiro:

Ciência Viva no Verão
Centenas de atividades, espalhadas um pouco por todo o país, que visam levar a ciência até às famílias de forma gratuita. Felizmente este não foi um dos programas suprimidos pelos atuais cortes orçamentais, pois tem tido um sucesso crescente ao longo dos anos e recomendo-o vivamente. Algumas atividades são simples exposições teóricas, outras verdadeiras excursões à outra ponta do país. A maior parte requer inscrição, por isso é melhor apressarem-se antes que esgotem (mas mesmo que haja lista de espera, se estiverem interessados inscrevam-se pois é habitual haver desistências de última hora). Podem procurar a lista de atividades no site do programa Ciência Viva no Verão.
Caminhadas
Quer se more no campo ou na cidade, pode-se sempre aproveitar para passear um pouco, em ritmo mais calmo, pelos lugares de todos os dias. Praticamente desde que me conheço que moro na zona do grande Porto e continuo a descobrir pequenos segredos escondidos nesta grande cidade, só pelo facto de me deixar perder pelas suas ruelas estreitas 🙂 Aproveitem, levem um farnel e façam um piquenique com a família. Se preferirem ir para um pouco mais longe da cidade, também só haverá a pagar pouco mais que o custo do combustível para lá chegar – hoje em dia já há muitos percursos pedestres devidamente marcados espalhados um pouco por todo o país. Aqui a forma de poupar pode passar por se juntarem a um dos muitos grupos de caminhadas que começam a ser cada vez mais frequentes, felizmente, e dando boleias uns aos outros pouparem um pouco na gasolina (e no ambiente). Para os encontrar basta fazer uma pesquisa por exemplo, por “caminhadas Portugal“, ou dar uma vista de olhos a esta lista com várias associações compilada pelo blog Pedestrianismo.
Vir de fora para dentro
Gostavam de ir conhecer o mundo mas sai caro ir lá para fora… então porque não deixar o mundo vir até nós? Se têm algum espaço extra lá em casa, e moram junto a alguma zona que atraia turistas, ponham-se à disposição deles, oferecendo um tecto e algumas informações locais em troca de histórias sobre viagens a outros sítios interessantes. No caso do CouchSurfing não é suposto haver troca de dinheiro (aliás, até se gasta ligeiramente mais com o aumento do consumo de água, por exemplo) mas se realmente conseguirem oferecer condições de alojamento excepcionais, podem até pensar em alugar a casa ou mesmo só o quarto – também há muito quem opte por essa forma de alojamento em vez de ficar num hotel.
Voluntariado
Ou então, porque não umas férias a “trabalhar”? Há imensa gente que diz que gostava de fazer voluntariado mas que não tem tempo… pois, de férias tem-se todo o tempo do mundo 🙂 Às vezes há instituições que nos dão comida e tecto em troca de algumas horas de trabalho por dia (por exemplo, construir um abrigo de montanha, limpeza de matas, trabalhar com crianças ou comunidades desfavorecidas, etc). As que envolvem sítios mais distantes normalmente implicam que o voluntário pague pelo menos a deslocação, mas mesmo sem sair da sua cidade, certamente não será difícil encontrar uma instituição de caridade local que esteja a precisar de ajuda – alguém para distribuir comida, visitar doentes que estejam sozinhos no hospital, etc.
A maior parte das pessoas que opta por este tipo de férias chega ao fim das mesmas cansada, mas ao mesmo tempo com a cabeça bem a postos para voltar ao stress dos dias de trabalho. E quem sabe, não chega à conclusão que afinal até tem tempo para o fazer durante o resto do ano? 😉

E pronto, ficam aqui algumas sugestões… espero que surjam mais algumas nos comentários 😉

Última actualização: 26/11/2013

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5 comentários a Férias “no-cost”

  1. O que visitar em Julho 15, 2011 at 12:10 #

    Viva! De facto o low-cost é hoje em dia bastante mais procurado que outrora… É quase uma ferramenta de trabalho para férias! Já agora, e já que falamos em low-cost e que quando se fala nisso, fala-se de ficar por cá.. Algarve! Escrevemos um artigo sobre o que visitar no Algarve que pode ser util para poupar uns trocos… http://www.oquevisitarem.com/o-que-visitar-no-algarve/
    Continuação de bom trabalho!

  2. Renata Julho 20, 2011 at 22:17 #

    Não é no-cost, mas é low-cost… E que tal um roteiro turístico dentro da nossa própria cidade? Eu, por exemplo, moro na zona do Porto e há imensas coisas que ainda não vi com olhos de ver, oferta cultural que se pode aproveitar…

  3. pauloaguia Julho 21, 2011 at 8:10 #

    Olá Renata,
    O mais curioso é que também há muita oferta cultural que é no-cost 😉
    Desde os concertos gratuitos que a casa da música dá durante o Verão, pequenas exposições em que não se paga nada para entrar como as que muitas vezes existem na Alfândega, museus que muitas vezes têm um dia da semana que também é gratuito (o museu de Serralves, por exemplo, tem acesso livre todos os Domingos de manhã – mesmo quem não goste da exposição que lá está pode sempre passar a manhã a caminhar pelos jardins, valem bem a pena; salvo erro o Soares dos Reis também é a mesma coisa, mas sem os jardins :P), imensos parques e jardins que também são de acesso livre. E mais uma série de coisas de que agora não me lembro – o Porto nunca para 😀

    No caso do Porto, o simples caminhar pela cidade é uma experiência cultural – eu recebo vários CouchSurfers e uma das coisas que lhes digo, quando não posso acompanhá-los, é que se percam na parte histórica da cidade, junto ao rio – há cenários fantásticos naquelas muitas escadarias que sobem da Ribeira ou da Alfândega e que muitas pessoas que moram no grande Porto simplesmente têm medo de subir por serem demasiado estreitas ou escuras – mas que valem bem a pena – as Escadas das Verdades, por exemplo, terminam num arco fantástico, que quase custa a acreditar que existe naquele sítio; continuando a descida pelo Barreiro parece quase que chegou a uma pequena aldeia – casas pequenas em ruas estreitas, com os tanques de lavar a roupa todos à porta de casa, onde os vizinhos se conhecem e cumprimentam todos os dias 🙂 O campo do rou é parecido – foi lá que descobri o primeiro tanque comunitário dos muitos que afinal ainda existem no Porto e em que tenho vindo a reparar ao longo dos últimos meses.
    Algumas coisas já conhecia, outras foram descobertas recentemente com a ajuda dos CouchSurfers ou do CAOS – um grupo de Caminhadas a que me junto regularmente e em que o grupo do Porto, aqui há uns meses atrás organizava umas caminhadas mais ao ritmo de passeio a que convenientemente chamaram “Domingos à la carte” (por acaso já não fazem nenhuma há algum tempo, era uma boa aparecer alguém a perguntar por isso ;))

    Ah, mas claro, voltando à cultura, a Renata conhece a agenda cultural da área metropolitana? Há sempre coisas interessantes a descobrir lá – ainda precisa sem dúvida de melhorar as funcionalidades de pesquisa e nem todas as atividades serão “no-cost”, mas não deixa de ser uma boa referência: http://iporto.amp.pt/

  4. Ze Rodrigues Julho 30, 2011 at 21:48 #

    Férias no-cost ainda não consegui fazer mas low-cost já tenho alguma experiência.

    Acampar ou pousadas de juventude são duas das formas de estadia mais baratas que conheço.

    As refeições são outra das grandes despesas das férias. Cozinhar (se for possível) é a melhor opção mas num take-away também encontra-se boa comida a bom preço. Petiscos e bebidas compro-as nas grandes superfícies para ficar mais barato.

    O resto é tentar ir sempre pelo gratuito ou pelo mais barato.

    Nem sempre é fácil mas com algum engenho consegue-se fazer férias com pouco dinheiro.

  5. Pessoal Agosto 8, 2011 at 23:27 #

    Sem dúvida que umas férias no-cost é o ideal para poupar dinheiro. Há muito o que fazer sem ter que gastar, ou se tiver que gastar algum dinheiro, que seja pouco. Concertos de graça, museus em horários alternativos com desconto, praias, caminhadas, casa dos amigos, etc.

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