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Seguros – Como Poupar Dinheiro a Sério



No anterior artigo da série Poupar a sério! abordámos o tema dos créditos, que foi recebido com muito interesse por parte dos leitores. Hoje, iremos focar-nos nos seguros.

Como é sabido, existe uma panóplia de seguros, nomeadamente de vida, saúde, auto, habitação, dos quais muitas famílias são subscritoras e ainda outros menos frequentes, como é o caso dos seguros de protecção ao crédito ou de baixa para trabalhadores independentes. Uns pesam mais no orçamento familiar que outros, mas julgamos que as sugestões que abaixo deixamos serão úteis na redução global destes encargos.

Será que Precisa de Todos Estes Seguros?

A primeira sugestão de poupança nos seguros é avaliar se de facto são todos necessários e cortar com os que não sejam. Evidentemente, tal passa antes demais por conhecer todos os que subscrevemos, tendo em conta que a periodicidade do prémio (valor pago pelo seguro) varia, sendo alguns mensais, outros semestrais, outros anuais, etc, o que exige alguma atenção nessa identificação.

Da lista que resultar do passo anterior, há que excluir aqueles que são obrigatórios (mais à frente veremos como poupar nesses), como será o caso do seguro auto e, em certos casos, dos de vida e habitação. Resultará desta análise uma listagem com os seguros que são susceptíveis de ser eliminados.

Quais Os Seguros A Eliminar?

E como escolher quais os efectivamente a eliminar? Na nossa opinião, da lista resultante da análise prévia apenas devem ser mantidos os seguros que cumpram uma das seguintes funções:

  1. Cubram riscos que a concretizar-se não teríamos condições para o suportar financeiramente.
    Por exemplo, um seguro de vida pode cumprir esta condição, se numa família os pais o fazem para garantir a subsistência financeira dos filhos, mas será menos provável num casal sem filhos em que ambos dispõem de independência financeira.
  2. Cubram riscos que poderíamos suportar financeiramente mas cujo prémio é inferior às poupanças obtidas.
    Por exemplo, um seguro de saúde para um casal com filhos pequenos pode ser uma opção cujos benefícios a obter (consultas a baixo custo e/ou comparticipadas) compensem o prémio a suportar, mas para um casal jovem saudável sem filhos a conclusão pode ser a contrária.

A orientação que acima apresentamos não deve contudo ser vista como regra única. O importante é que analise de forma objectiva os seus seguros, percebendo se o impacto dos riscos, a sua probabilidade de ocorrência e a compensação a obter justificam o prémio a pagar.

Revisão das coberturas

Outra forma de poupar nos seguros é rever as coberturas e outras condições associadas a cada um.

Tendo acesso à lista dos seus seguros, deve obter as condições dos mesmos junto da seguradora/mediador, especialmente as condições particulares, onde poderá identificar as coberturas, os capitais seguros, franquias e outras particularidades.

Conhecendo os detalhes, é então possível perceber o que está desajustado às suas necessidades, nomeadamente:

  • Coberturas para riscos que não necessita efectivamente de segurar.
    Pode ser o caso de cobertura de choque ou colisão de um automóvel já com alguma idade, coberturas extra que estão no seguro da habitação ou cobertura de ambulatório num seguro de saúde quando só quer diminuir o risco em caso de hospitalização.
  • Capitais seguros exagerados.
    Por exemplo no seguro auto as condições podem incluir um capital seguro de responsabilidade civil muito acima do exigido por lei, o que na generalidade dos casos não se justificará.
  • Franquias muito baixas.
    Num seguro auto de um carro novo justifica-se frequentemente a existência de coberturas alargadas, dado o elevado custo de reposição, mas optar por uma franquia mais elevada pode poupar muito dinheiro no prémio.

Seguindo estas orientações e fazendo algumas alterações às particularidades dos seus seguros é possível obter ganhos significativos.

Procurar outras seguradoras

Por último, uma forma eficaz de poupar dinheiro nos seguros é procurar alternativas noutras seguradoras. Ainda que o objectivo final seja poupar dinheiro, é fundamental assegurar que as condições da alternativa são semelhantes, considerando também a expectável qualidade/nível de serviço, especialmente se as suas experiências com a seguradora actual tiverem sido positivas.

Em certos casos, acaba por não ter de efectivamente efectuar a troca, uma vez que tendo uma proposta mais aliciante pode apresentá-la à sua seguradora actual e solicitar que a acompanhem, o que terá uma probabilidade significativa de sucesso.

Caso particular dos seguros associados ao crédito habitação

Nos contratos de créditos habitação a contratação de certos seguros é obrigatória, sendo que o spread associado costuma ser bonificado em caso de contratar o seguro junto do banco. O que sugerimos sempre é que consulte outras alternativas e veja se é possível poupar dinheiro no seguro do seu crédito habitação.

Como faz para poupar nos seguros?

Como tem feito para poupar nos seus seguros? Tem alguma técnica ou história que possa partilhar connosco? Solicitamos que deixe o seu comentário abaixo ou que participe no quadro de Seguros no Fórum de Finanças Pessoais.

Última actualização: 22/02/2017

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9 comentários a Seguros – Como Poupar Dinheiro a Sério

  1. Maria Teresa Rapoula Outubro 24, 2016 at 11:04 #

    Gostava apenas de comentar o ponto referente ao seguro de saúde. Eu tive a sorte de fazer um seguro de saúde antes dos 40 anos, o que foi importantíssimo para mim, porque hoje, com 63, tenho um seguro vitalício, o que não aconteceria se o tivesse feito mais tarde. Quase todos os seguros que conheço cessam por volta dos 70/75 anos, ou seja, quando mais precisamos deles. Parece-me que este é um elemento a ponderar quando se analisa a necessidade de ter ou não um seguro de saúde quando se é mais jovem. Nessas idades não pensamos muito nisso mas mais tarde é tão importante!

    • Pedro Pais Outubro 24, 2016 at 14:43 #

      Obrigado pelo comentário, o que menciona é um ponto muito importante, a ter em conta.

    • Ana Rita Outubro 24, 2016 at 23:57 #

      Qual é o seguro vitalício? E o custo?

  2. sofia Outubro 24, 2016 at 15:29 #

    Hoje descobri o seguro de pneus e sinceramente parece-me uma mais valia visto que no sábado rebentei um e me vi obrigada a mudar os 2, ou seja mais de 200€ de gastos imprevistos. Por cerca de 9€ cada pneu, espero que tenha sido uma boa opção fazer este seguro.

    • Pedro Pais Outubro 24, 2016 at 21:53 #

      Pode ou não ser boa opção, dependendo do que cobre especificamente esse seguro, quais as condições e outras particularidades. Porque uma coisa é cobrir a ruptura de pneus por fenómeno anormal (algo raro), outra é cobrir ruptura porque se furou num buraco ou numa pancada num passeio.

    • Alberto Martins Novembro 4, 2016 at 20:13 #

      Boa tarde

      Já existem seguros (muito poucos) que na própria assistência em viagem já tem a proteção do pneu em caso de rebentamento.

      Basta procurar…

  3. sofia Outubro 24, 2016 at 23:37 #

    Este cobre em todas as circunstâncias, seja furo ou rebentamento qualquer que seja a causa, discriminam o valor a pagar consoante uma tabela de desgaste. Mas claro há que analisar.

    • Pedro Pais Outubro 25, 2016 at 8:39 #

      Ok, admito que possa ser interessante, sim.

    • José Moreira Dezembro 2, 2016 at 14:03 #

      José Moreira

      Quando se compra uma casa, e obrigatório fazer o seguro de incêndio, raio e explosão,, mas não é aconselhável fazer apenas esse seguro, dado que um seguro de riscos múltiplos é ligeiramente mais caro, mas obtém-se um vasto leque de coberturas, ex.roubo, resp. civil, danos por água, etc.

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