Atalhos

Classe médica

Os médicos

A classe médica goza de um estatuto praticamente inigualável na sociedade portuguesa. Mais frequentemente que não, julgam-se os donos absolutos da verdade e sabedoria e consideram, inclusive, que é um autêntico privilégio para nós – meros mortais – podermos contar com a sua ajuda.

Caso prático

Até há bem pouco tempo tinha um dentista que era a prova viva do tipo de profissionais a que me refiro.

Não se dava ao trabalho de me explicar o que eu tinha e muitos menos aquilo que pretendia fazer para me curar. Não entendia o porquê de eu fazer perguntas sobre o trabalho que ia executar. Não aceitava críticas. Cobrava-se muito bem. Enfim, privilégios reservados a uma classe restrita que, felizmente, está a ficar bem mais lata.

O meu novo dentista é bem melhor:

  • Não me faz esperar duas horas por uma consulta
  • Explica detalhadamente o que tenho e como vai resolver
  • Evita ao máximo que eu tenha dores
  • É simpático
  • Faz-me sentir que percebe que sou eu que – parcialmente – lhe pago o ordenado

Recursos

Para que cada vez mais tenhamos um serviço de qualidade é importante salvaguardar-mos os nossos interesses. Entre outras formas, uma é aproveitar a crescente concorrência no sector para exigirmos mais e melhor por menores preços. Outra é aproveitarmos o imenso repositório de informação que é a Internet.

Dentro dos recursos relacionados com Medicina, destaco os seguintes:

Estar informado

Como consumidor temos o direito de estar informados sobre os serviços que nos vão ser prestados. A medicina não é um sector de excepção. Não é o nosso papel substituir o médico, mas é nossa obrigação obtermos e acedermos a informação pertinente à análise das situações diagnosticadas e dos tratamentos propostos/levados a cabo.

Cada vez mais o poder da informação está nas mãos dos consumidores, não o podemos desperdiçar.

Última actualização: 16/12/2010

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8 comentários a Classe médica

  1. Filomeno Março 22, 2007 at 2:10 #

    O teu caso é exactamente igual ao meu.

    O “Sr. Doutor” insistia que uma limpeza era mais do que suficiente, quando se via claramente que aquilo precisava de uma intervenção mais profunda. Ao ser questionado, reagiu mal, afirmando ser senhor absoluto da verdade.

    Resultado: dei de frosques e nunca mais pus lá os pés (e ainda estou para lhe riscar o chaço :D). Felizmente encontrei outro muito melhor que, por ora, só não consegue evitar que eu tenha dores. 🙂

  2. Pedro Pais Março 22, 2007 at 11:24 #

    Filomeno,

    “Ao ser questionado, reagiu mal, afirmando ser senhor absoluto da verdade”. É a reacção típica. Pena que todos nós não possamos ter esse tipo de atitudes na nossa vida profissional.

    Na minha opinião tomaste a acção correcta. O que não falta por aí são bons médicos.

    Por acaso alguma vez te ligaram do consultório a perguntar se estava tudo bem, se estavas satisfeito? A mim isso nunca me aconteceu, em nenhum médico.

    Claramente não conhecem o conceito de CRM.

  3. Filomeno Março 23, 2007 at 4:20 #

    Por acaso também nunca me ligaram a perguntar se estava satisfeito ou se tinha alguma queixa. De resto, o atendimento é mesmo impecável.

  4. Pedro Pais Março 23, 2007 at 15:05 #

    Eu acho que não somos nós os dois. Nunca ouvi falar de nenhum caso em que um consultório/clínica/hospital tenha ligado aos clientes (ou doentes, se preferirem) a pedir feedback.

  5. Francisco Mestre Gonçalves Março 24, 2008 at 13:22 #

    Em relação à Classe médica, não se pode generalizar ainda encontro alguns, muito poucos dignos, para termos a noção exacta de qual é a “atitude” de médico de Hospital é irmos às urgências do Hospital Fernando Fonseca, vulgo Amadora-Sintra (ex 7 horas tempo médio de espera). Seria uma boa visita de estudo para os os nossos iliustres Ministros, mas teriam de ir anónimamente e a acompanhar um doente, para saberem o que sofre o cidadão comum.
    O mundo real é que mostra a verdade do Sistema de Saúde em Portugal.
    Também é triste de ver a fila à 7h00 da manhã para se conseguir uma consulta no Centro de Saúde de Queluz, pessoas idosas com dores, com uma reforma de 250 euros. É lógico que a palavra de um médico para estas pessoas é “endeusada”, estão frágeis sem apoio financeiro não podendo pagar bons seguros de Saúde na Cuf, Médis….
    “A maior covardia é testar o poder na fraqueza dos outros” é esta atitude que se ouve e vê nos corredores dos Hospitais Públicos em Portugal, digo públicos porque não tenho dinheiro para ir para os privados…
    Atenção aos Grupos Privados que se preparam para ocupar o espaço no negócio da Saúde que o Governo actual está a criar de forma descarada. Aproxima-se um futuro em que quem não tem dinheiro morre sem apoio médico.
    O único objectivo dos Grupos Privados é lucro, o doente é somente o produto, o objecto. Os médicos depois de “testarem” os seus conhecimentos no público estão a tranferir-se para os Unidades de Saúde privadas, dado que têm tecnologias de ponta e pagam muito, muito acima do Estado.
    Tudo passa pelo status e muito pouco pela vocação. Não é dificil perceber que um determinado profissional da saúde está viciado em dinheiro, veja-se a velocidade como convidam os doentes a serem seguidos no seu consultório particular. As filas de espera não terminarão porque servem este propósito, em sintese os Hospitais Públicos fncionam com Centros de Recrutamento de pacientes para os cincultórios particulares, mas esta operação é conduzida de forma tão subtil que o doente fica num beco sem saida. Quando acorda estã a pagar 100 euros por 12 minutos de consulta.

    É este o pais da Nanotecnologia… de Braga…

  6. Zirta Outubro 8, 2008 at 17:26 #

    Sei que o nosso sistema de saúde é mau, mas devo dizer que já fui contactada por 2 médicos. Um por ter faltado à consulta ( não era particular) e outro, para saber como estava após uma cirurgia. Não há regras sem excepções!

    No entanto ainda procuro um Dentista que me satisfaça!

  7. catia Março 3, 2010 at 14:37 #

    eu e uma colega estamos a fazer um trabalho sobre a 3º Infancia… sera q alguem nos pode ajudar…
    os topicos sao os seguintes:… marcos de crescimento esturo ponderal e psicomotor dos 6 aos 12 anos.
    …Factores que afectam o desenvolvimento: personalidade, empatia desajustamento e vulnerabilidade.
    …Sinais de alarme: detecção de problemas da fala, auditivos, de percepção e de relação.
    …Símbolos de estatuto comuns à maioria das crianças: bens materiais, popularidade, sucesso desportivo e académico, função de chefia, autonomia.
    ….O inicio da adolescência como período conturbado de adaptação e inserção em ambientes adversos: toxicodependência e outros desvios.

    Obg

  8. Paulo Freire Junho 18, 2010 at 15:57 #

    Prezados Colegas Portugueses

    Saudações

    Sou médico no Brasil e coordeno uma equipe de profissionais especializados, e junto criamos o Portal Saúde Direta (www.saudedireta.om.br) para uso exclusivo da classe médica de lingua portuguesa.

    Neste portal temos ferramentas de auxílio aos médicos, como um prontuário eletronico de pacientes, banco de dados de medicamentos, ferramenta de interação medicamentosa, agendas, etc…

    Estamos interessados em disponibilizar para a classe médica portuguesa também, se houver solicitação dos colegas além-mar.

    Att

    Paulo Freire
    Médico

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