Atalhos

Dar a volta ao problema



Dar a volta ao problema é uma expressão que pode ser usada de forma negativa ou positiva. De forma negativa significa não resolver o problema mas arranjar mecanismos para que o seu impacto não seja tão significativo. De forma positiva significa resolver o problema utilizando uma abordagem diferente.

Um exemplo positivo de dar a volta a um problema é o caso dos carrinhos de transporte dos hipermercados. Ao invés de uma tentativa de punição social, os hipermercados (alguém, melhor dizendo) tiveram a brilhante ideia de cobrar uma caução (€1 ou €0,5), de forma a garantir que os clientes arrumavam os carrinhos no seu lugar.

No outro lado temos dois exemplos obtidos no blog do Seth, reputado Marketeer. Ambas as situações são relacionadas com prestação de serviços a clientes e tempos de espera. Vale a pena lê-lo.

Termino também com um exemplo negativo: as [normalmente] difíceis devoluções de compras por catálogo/tv-shop. Grande parte do problema destes senhores resulta do produto que anunciam não resultar as reais melhorias anunciadas. A facilidade de devolução do dinheiro gasto (o típico devolva até trinta dias) é apenas aparente, resultando num processo demorado e complicado.

Ao invés de venderem bons produtos decidiram seguir um modelo de negócio que prima pela baixa qualidade aliada à dificuldade que os consumidores têm em fazer vingar os seus direitos.

Última actualização: 06/03/2007

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5 comentários a Dar a volta ao problema

  1. Vitor Março 6, 2007 at 19:37 #

    Os carrinhos de supermercado nem sempre são um exemplo positivo. Deste lado do charco atlântico o uso ou não de moedas nos carrinhos é pura e simplesmente uma acção discriminatória, pois a media existe apenas nos supermercados frequentados pela classe social baixa, dando a ententer que quem é pobre rouba os carrinhos.
    Embora quase todos os Walmart tenham carrinhos de moeda, outras cadeias como por exemplo o Albertson’s apenas em algumas localizações aplica restrições nos carrinhos (bloqueio automatico das rodas a mais de XX metros de distancia do supermercado), dependendo da “vizinhança”.

  2. Pedro Pais Março 7, 2007 at 0:36 #

    Vítor,

    Realmente não conhecia esse carácter discriminatório, mas obrigado por o referires.

    Em relação ao sistema do Albertson’s, é uma ideia muito interessante. Não o conhecia, mas estive a procurar e encontrei qualquer coisa num artigo denominado New devices stopping shopping-cart thieves.

    Obrigado pela tua contribuição.

  3. Vitor Março 7, 2007 at 0:49 #

    Confesso que nao sei qual e’ a tecnologia usada nos carrinhos do Albertsons, mas deve ser algum dispositivo que quando deixa de receber sinal (ou consegue calcular a distancia atraves do sinal que recebe) bloquia as rodas. Lembro-me que uma vez me aconteceu e eu estava perto da porta principal, mas estava a deslocar-me para o estacionamento em frente a outras lojas e nao em frente ao Albertsons, portanto pode ser tambem algum tipo de sensores espalhados pelo estacionamento criando tipo uma area limite.
    O certo e’ que prefiro esse metodo ‘a moeda, pois nao costumo andar com moedas no bolso e assim nao preciso de perder tempo a destrocar 🙂

  4. Vitor Março 7, 2007 at 0:55 #

    a resposta ‘a minhda duvida esta no artigo que referenciaste: “a wire buried under the parking lot’s perimeter activates a special front wheel that Carttronics fits to each cart in a supermarket’s fleet”
    🙂

  5. Pedro Pais Março 7, 2007 at 10:30 #

    É uma solução deveras engenhosa!

    Esses gajos da Carrtronics têm imensas soluções de loss prevention. O CAPS é o sistema de que temos estado a falar.

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