Atalhos

Evolução energética: Motor a Ar Comprimido

Motor a ar comprimido

O mercado energético, em especial o petrolífero, tem particularidades desconhecidas pelo comum dos mortais (grupo onde me incluo) – “lobby” energético.

Têm-se verificado ao longo do tempo algumas iniciativas dedicadas às energias alternativas, no entanto no que se refere à “alimentação” do principal meio de transporte das pessoas – o automóvel – parece difícil o abandono dos combustíveis à base de petróleo.

O motivo deste artigo, para além de participar pela primeira vez num blog, querendo deixar aqui o meu apreço pela qualidade do blog do Pedro Pais, pessoa amiga e pela qual tenho muita estima, destina-se a partilhar o meu reduzido conhecimento sobre o motor alimentado a Ar Comprimido, do qual tomei conhecimento recentemente, bem como “desafiar” um debate sobre esta tecnologia ou outras alternativas aos motores tradicionais.

O motor de Ar Comprimido (Mdi), foi desenvolvido por Guy Negre, e segundo dizem os impulsionadores do mesmo, tem potencial para ser convertido num dos maiores avanços tecnológicos deste século – redução de custo e poluição zero (ou quase).

Principais características de um carro movido por um motor Mdi:

  • Aproximadamente €1,4 por cada 200/300km;
  • Como não tem combustão não tem contaminação;
  • A autonomia no primeiro protótipo finalizado é duas vezes superior a autonomia do carro eléctrico mais sofisticado (entre 200 e 300km, ou 10 horas de funcionamento), no qual é favorável no mercado onde 80% dos motoristas conduzem menos de 60km ao dia;
  • Velocidade máxima 130km/h;
  • Devido à ausência de combustão e resíduos, a troca de óleo (1 litro de óleo vegetal) ocorre a cada 50.000km;
  • A temperatura do ar purificado que sai do escape está entre 0ºC e – 30ºC. Permitindo assim a utilização para o próprio ar condicionado do carro.

Para o leitor interessado na matéria, aqui fica o site através do qual tomei conhecimento do tema – http://www.motormdi.com

Para uns esta poderá ser uma oportunidade de investimento, para outros, como eu, o alimentar da esperança por um mundo “mais saudável”…

Última actualização: 13/05/2007

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114 comentários a Evolução energética: Motor a Ar Comprimido

  1. Pedro Jungbluth Abril 28, 2010 at 9:33 #

    Um bom link para você, meu amigo:
    http://www.ceticismoaberto.com/fortianismo/2142/busca-sem-fim-a-histria-as-propostas-e-as-decepes-das-mquinas-de-movimento-perptuo

    e tabém procure sobre regras da termodinâmica.

  2. Antonio Corrêa Carlos Filho Abril 28, 2010 at 16:08 #

    Caro Pedro Jungbluth eu também sempre desconfio que estes conceitos consagrados são os mais válidos e não tenho dúvidas disso. Porém, quando afirmo que é possivel explorar o calor solar depositado continuamente na atmosfera eu não estou sózinho nisso não. A primeira vez que fiquei sabendo sobre o funcionamenteo de uma bomba de calor, foi minha ex-chefe quem comprou uma e instalou numa piscina para manter a temperatura da água em torno de 40 ºC em qualquer temperatura ambiente dia e noite. Obviamente ela tem um termostato que vai fazer com que ela funcione mais ou menos tempo para manter a temperatura final sempre a 40 graus independente da temperatura ambiente que geralmente é em torno de 26 graus em são paulo, alto da lapa. Segundo ela, no início ela instalou um sistema a gás, mas o custo era tão alto que aconselharam a trocar por uma bomba de calor. Ela disse na época que gastava R$1.000,00 de gás em média por mes e com a bomba o consumo de enrgia juntada com o consumo residencial e demais só acrescentou R$70,00 e que poderia ser menor se fosse num relógio separado. Como na época ela pagou R$5.000,00 no sistema com a bomba de calor então ela esperava que o investimento retornasse em aproximadamente 6 meses. Fora isso já vi muita informação garantindo que é mais viável utilizar bombas de calor para aquecer água para banho que utilizar aquecedores solares tradicionais, pois eles falham durante o frio quando o tempo está nublado, enquanto a bomba não. Mesmo consumindo energia ela se torna mais econômica que as placas coletoras pelo fato de ser um investimento menor por não ter que ter reservatório grande e poder gerar o calor ao lado do local de consumo, evitando perdas com a dissipação natural da tubulação e nunca tendo que ativar resistências internas no booiler e nem ligar chuveiro na rede.
    Agora já se fabrica no Brasil, Rio Grande do sul um sistema que é combinado com placas coletoras e aumenta a economia de energia elétrica com o uso da bomba de calor, porque no verão ela quase nem precisa ser acionada. Certo dia desses vi uma reportagem que diziam que tem uma instituição que tem 400 crianças que tomam banho todos os dias e o melhor sistema foi a implantação da bomba de calor nos chuveiros e que isso foi mais viável que instalar coletores solares. Particularmente sou fã do aquecedor e distribuo gratuitamente uma apostila em pdf em que ensino como construir um aquecedor solar artesanal ecológico e sou muito fã porque não tem mecanismo nenhum para pifar.

    http://verdefato.blogspot.com/2009/08/energia-solar-aquecedor-artesanal-pet.html

    Então vc concorda comigo que aquelas informações da MDI estão erradas.

  3. Pedro Jungbluth Abril 28, 2010 at 16:52 #

    Na minha casa anterior eu tinha um aquecedor solar como esse que você citou. Ele usa a energia do sol para aquecer a água, nada tem a ver com usar temperatura do ar a nossa volta, que está em completa entropia.
    Eu mesmo construi o aquecedor solar, usando caixas de leite abertas, dentro de garrafas pet, encaixadas uma nas outras. Só gastei com encanamento, e uma segunda caixa dágua. Fiz até um receptor com bóia na saída da caixa, para sempre pegar a água mais quente, chegava a queimar a mão se não usasse um misturador de água fria.

    Aquecedor solar é diferente de bomba solar. Mas claro que é possível extrair até eletricidade do sol, coisa beem comprovada e usada por muitos. Para colocar um sistema de energia elétrica solar em casa, já fiz orçamento, ficaria em torno de 50 mil dolares. Muitos aqui em Curitiba, onde moro, tem carros de 100 mil dolares, é comum ver nas ruas, mas poucos se importam em ajudar a natureza, trocando por carros super confortáeis da metade do preço. A eletricidade brasileira é barata, via usinas hidrelétricas, mas vivemos tendo crises no setor por falta de investimento governamental. Assim, é sempre bom se preocupar em ter alternativas para não depender de ninguém.

  4. Pedro Jungbluth Abril 28, 2010 at 17:14 #

    Por fim, não achei aqui os valores que a MDI divulga sobre seus carros. Em alguns lugares, que obviamente não são sítios oficiais da MDI, vemos detalhes sobre sistemas de recarregamento, mas isso não consta no site da MDI oficial.
    O que sei é que eles usam super cilindros de 400 ATM de pressão, que fazem parte da estrutura do carro, deixando ele mais leve. Ou seja, é a combinação de motores pequenos, leves, com veículos super leves. Não vi detalçhes sobre carregamento, mas ar de 400 atm não pode ser feito com compressores caseiros, são precisos centrais com grandes compressores, nada de 5 hp como você citou.
    Vale ressaltar que a perda energética do ar comprimido é sempre muito grande, justamente pela perda de calor na compressão.

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