Atalhos

Porquê ter um bom historial de crédito?

Tendemos a olhar para o nosso historial de crédito apenas quando queremos pedir um crédito a um banco e não percebemos a importância de criar uma boa relação com o nosso banco, mas essa pode não ser a melhor opção.

A importância das relações de confiança

As relações financeiras são baseadas na confiança. Com alguma probabilidade irá querer emprestar dinheiro apenas às pessoas que lhe são próximas e em quem confia (mesmo assim… muita cautela). Com os bancos acontece o mesmo.

Os bancos privilegiam as relações de confiança. Não é por acaso que costumam aprovar mais rapidamente os processos de crédito a clientes actuais. A razão é simples: já conhecem o seu perfil pelo que não é um desconhecido.

Cuidado com os “excessos”

Se quiser causar boa impressão no seu banco, sugerimos que tenha algumas cautelas:

  • Fuja das comissões por atraso de pagamento;
  • Cuidado com os pagamentos de serviços que vêm devolvidos por falta de provisão;
  • Cuidado com os levantamentos de dinheiro nos casinos;
  • Procure não utilizar o descoberto da conta ordenado com demasiada frequência;
  • Não passe a ideia de consumismo, o que é visível no tipo de gastos que faz todos os meses.
  • Cultive uma relação de confiança com o gestor de conta

Mesmo no momento em que assistimos a grandes reestruturações no sector financeiro é importante ter um interlocutor de confiança do outro lado. Uma pessoa que o conhece e com quem já está habituado a lidar.

Negoceie

Com alguém que já nos conhece e com a qual estabelecemos uma relação de confiança, negociar torna-se mais fácil. Se já tem uma boa relação com o seu banco e com o seu gestor de conta, por que não aproveitar para negociar os seus créditos ? Ou negociar os seus seguros? Em última análise, pode sempre mudar para um crédito mais barato ou transferir o seu seguro de vida para uma companhia de seguros mais vantajosa. Mas tem sempre espaço para poupar dinheiro com a negociação.

Um bom historial de crédito é na nossa opinião um factor importante para poupar dinheiro nos créditos e despesas relacionadas. O que lhe parece?

Por falar em créditos, já conhece o nosso mapa de controlo de créditos?

Última actualização: 15/11/2017

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5 comentários a Porquê ter um bom historial de crédito?

  1. Anthony Frankel Novembro 15, 2017 at 12:25 #

    Meus caros, Tem toda a razão o que dizem, se fosse um mundo justo e perfeito. Só que, hoje em dia, por melhor que seja sua relação com o banco ou gestor de conta, os bancos e gestores dos mesmos pouca flexibilidade tem para ir ao nosso encontro – está tudo em “chapa 4”. Muito também depende daquilo que o banco pretende naquele momento, ou seja, poderá ter melhores condições de um banco que não o conhece, daquele onde é fiel e cumpridor cliente há anos e anos.
    Cumprimentos

  2. Adolfo Ferreira Novembro 15, 2017 at 13:09 #

    Sem divida um documento importante na relação cliente/banco, mas: Os gestores de conta são autênticos escriturarios da politica bancaria ( falo por mim e com conhecimento de causa ( Santander Totta) embora nunca tenha pedido mais do que um emprestimo/casa que cumpro escrupulosamente. Como dizia o meu Pai ex bancário “os bancos só emprestam o guarda chuva nos dias de Sol.
    Veja-se as comissões e mais comissões que cobram ( exemplo vivo do referido banco declaração para fins escolares das quantias pagas pelo Emprestimo/Habitação referente a 2016- cobrado 127,00 Euros mais Iva.

    • Ricardo Almeida Novembro 23, 2017 at 10:35 #

      Adolfo Ferreira, por imposição legal, para todos os movimentos de cobrança realizados pela banca, tem de existir um comprovativo entregue ao cliente. Caso necessite de uma declaração mensal, se todos os meses lhe cobram a prestação da casa, todos os meses deveria ter um recibo. Se precisa do valor anual, o Banco deve enviar-lhe no inicio do ano o que pagou de amortização e juros no Crédito Habitação para efeitos de IRS. Em formato papel ou digital deveria ter acesso a isso sem pagar… pelo menos deveria ser assim.

  3. Aires Sousa Novembro 15, 2017 at 13:52 #

    Isto não é um comentário mas, sim um pedido de informação.
    Eu vendi em Outubro um imóvel por 40 000 euros que tinha comprado em 1991 por 4.500 contos depois de fazer algumas obras ficou-me mais caro do que o preço pelo qual o vendi agora e, tenho alguns papeis das obras que efectuei mas, não tenho a totalidade pois já passaram mais de 25 anos a dúvida que eu tenho é se agora tenho que pagar mais valias sobre os 17.500,00 euros que valorizou não contando aqui o investimento que nele fiz assim como todas as prestações que paguei à entidade bancária que me financiou em que o juro na altura foi de 34% durante vários anos.Agradecia que me informassem por esta via.Obrigado.

    • Luis Novembro 17, 2017 at 0:35 #

      Aires Sousa, não creio que tenha que pagar imposto sobre as mais valias pois mesmo ignorando o valor das obras (isto é, comparando apenas o valor de compra e de venda) não há lugar ao pagamento de mais valia. De acordo com o art 47º do IRC (https://sites.google.com/a/pttax.net/irc/05-circ/determinacao-da-materia-coletavel/artigo-047) o valor de aquisição tem de ser ajustado por “aplicação dos coeficientes de desvalorização da moeda” – isto faz sentido porque 1000 eur em 1991 (ou o equivalente em escudos na altura) valiam muito mais do que 1000 eur em 2017 e como tal antes de se poder determinar a mais valia os valores têm de ser tornados comparáveis, isto é reportados a 2017. Para ser feito esse ajuste são usados os ditos coeficientes que saem em portaria todos os anos, em Dezembro. Se vendeu a casa em 2017 deverá usar para o cálculo final a portaria que irá sair no próximo mês (dez/2017). Como não temos o valor final vamos fazer um cálculo aproximado: usando a portaria de 2016 (http://info.portaldasfinancas.gov.pt/NR/rdonlyres/19B72065-C139-4F47-A26A-617FC9E10C58/0/Portaria_316_2016.pdf) vemos que para actualizar valores de 1991 devemos usar o factor de 1.96. Assim, o seu valor de aquisição que era de 22.446 eur (4.500 contos) na realidade equivale (a valores de 2016) a 22.446 * 1.96 = 43.994 eur, ou seja superior aos 40.000 eur de venda. Ou seja, mesmo ignorando o valor das obras já dá menos valia e não mais valia e como tal não há lugar ao pagamento de imposto sobre mais valias. Caso tivesse dado mais valia então as despesas com obras poderiam ser consideradas para reduzir a mais valia – apenas na componente para as quais tivesse faturas. Neste caso como a simples comparação de preço de compra (ajustado) e preço de venda já dá menos valia creio que não merece preocupação adicional com as obras.

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